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Abandono

Abandono. De onde vem o sentimento, que  acompanha e invade a alma? E a percepção de não ser amada? O sentimento é velho  e faz morada no  ser. Não importa o quanto se faz  A  leitura é desamor. A tradução  do outro  esbarra no abandono sofrido na infância. Por uma ou outra questão,  Há  solidão e  incompreensão. 07/05/2020 Liss Butterfly

Ciclos

Ciclos. Mais um ciclo se encerra Misto de sentimentos afloram meio a nostalgias  O não vivido  A saudade do experenciado. Dos arrependimentos, poucos restaram, talvez, o que não se viveu Entre a palavra,  a maldita e a tirania silenciosa, descarto o sofrimento. Afinal, posso dizer mais nada. A vida é feita de ciclos. circulos que que se entrelaçam Laços que se estreitam  e se desfazem. A medida em que se percebe,   aproximações ou distanciamentos acontecem. Como fênix, surge das cinzas, uma força que se refaz, cheia de paz e alegria. Afinal, o tempo traz.  após atrozes devaneios, em meio a um poema inacabado, o poeta lapida palavras e temas. O Que vinha pra crescer, desfaleceu, sem nem entender por que. Meio a turbilhões de emoções, resignifica e restabelece o passo, após o tropeço, o qual não desfaleço. Pelo contrário,  fortaleço. Feito camaleão, adapto a qualquer situação Liss Butterfly

Piano

Piano                                           Poesia a quatro mãos                                Melisa Berwanger e                                 Liss Butterfly  Fascinada pelo arcabouço, a pianista se desloca a seu encontro,   que chama  a chama da música que ecoa dentro dela. Aproximada alma, decola o vôo desbravando  infinito, música, luz, plasmado grito. Debruçada e entrelaçados dedos pelas alvas teclas, mescla  som e  música no dedilhar dos dedos.  Reproduzida  a sonata, a cantata ressoa, replicando o tablado alvinegro, o piano ecoa. P.s. homenagem aos queridos Carlos Fernando Figueira Soares e Alberto Berwanger Neto, pela data de dia de passa...

Luz do Sol 11032020

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Luz do sol Quero pra mim, o sol que nasce gostoso, no alto da montanha e que desce no oasis e que encanta lá ao longe. Quero o mundo cor de rosa, o desejo mais infante. Quero a água bem gelada correndo pelo corpo, no verão escaldante. O calor aconchegante, no frio congelante. Quero o sorriso cativante, o olhar reconfortante e o sussurro murmurante ao pé do ouvido. Quero a fala macia que acaricia  e que  leva para os mundos mais distantes. Quero o olhar que vê e enxerga além da aparência Não quero  a crítica, o resmungo diário do relacionamento falho. Tampouco, a neurose do dia a dia,  que  não  permite a felicidade e  o viver em plenitude. Quero a risada mais gostosa e poder  acreditar que a vida pode ser o que eu quiser que seja, sem medo e entraves que me impeçam  de ser feliz!  Butterfly liss 11032020

O Pinheiro e a Orquídea

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O Pinheiro e a Orquídea Em meados de abril, uma orquídea  lilás surgiu, presente de dois arcanjos. Colorida pela natureza com tons rosa e violeta, de forma silenciosa, a flor  permaneceu ali  a enfeitar aquele lar. No entanto, para espanto, desmudrou, o que causou dor, pois se tinha a impressão  de que se perdera  a flor, a qual lhe proporcionou tanto amor. Inspirada, a jardineira, acreditando na força telúrica, em vez de descarta-la, colocou aquela flor que parecia sem vida no dorso de um cipreste, que  de forma simbiótica e  poetica acolheu -a aconchegantemente. Embora a orquídea tenha se mostrado frágil e entristecida, o pinheiro não se preocupou com isso, conseguia ver além do óbvio, via mais, via possibilidade que dando o suporte e proteção e muito amor, poderiam surgir flores novamente. O tempo passou, e pra surpresa,  a mãe natureza tão generosa e plena presenteou a  jardineira com uma linda orquídea toda carregada d...

Espectativas

 Espectativas... Quando deixo de criar espectativas a respeito de qualquer coisa que seja, de certa forma, é como se podasse e deixasse morrer dentro de mim algo que poderia crescer, nutrir e florescer. Quando deixo de imaginar e fantasiar, é como se deixasse que o piloto automático comadasse o meu barco,  impedindo toda a possibilidade de sonhar. Quando deixo de projetar, toda e qualquer possibilidade de escolha de explorar outros mundos e ter outras descobertas, deixam de acontecer. Por medo, talvez, segue-se o barco a deriva, sem escolha. Contudo, se me permito e me entrego por inteiro, posso vislumbrar o cruzar da fronteira e desvendar outros mares e lá posso, finalmente, experimentar e desfrutar de coisas encantadoras que de onde estou, não tenho  a possibilidade. Então, Avante, aos mares não descobertos ainda! Permita-se ser feliz! Desfrute da travessia! Se entregue por inteiro, sem medo a descoberta de outros mares! Butterfly liss 06042020 21 h15mi...

Razão e Paixão, qual a medida certa?

Razao e paixão,  qual a medida certa? No dia a dia, encarar as coisas racionalmente facilita consideravelmente nosso existir, contudo, se nos excedemos, podemos nos tornar frios e calculista, pois colocamos de lado a paixão. Qdo falo de paixão, não me refiro tão somente aquela entre dois indivíduos, mas sim também, a que se refere ao ânimo e entusiasmo com que encaramos a vida, nosso trabalho e nossas relações interpessoais. Em contrapartida, ao levarmos a vida investidos totalmente da paixão podemos tropeçar na angústia, ansiedade e até depressão. Em verdade, a medida certa é o equilíbrio, o caminho do meio, onde andam paralelas a razão e a paixão! Razão que te faz pensar de forma pragmática e a Paixão que te faz ter entusiasmo e alegria pela vida! Vivamos razoavelmenteapaixonados! butterflyliss 25052019